Combate à desigualdade educacional na África

Combate à desigualdade educacional na África
A educação é fundamental para estruturar uma sociedade, e ter acesso ao conhecimento deve ser uma oportunidade comum à todos. Todas as pessoas, independente de origem social, devem possuir chances iguais de alcançarem uma posição social desejável, através de uma boa educação, para que a qualificação profissional seja possível. Trabalhadores capacitados tem empregos estáveis, melhores salários e ascenção na carreira. E para aqueles que não receberam recursos educacionais básicos, estão vulneráveis ao desemprego e desigualdade social em qualquer país.

Estatísticas mostram que os países da BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) têm avançado na educação, levando em conta a qualidade e a frequência dos níveis de educação. A taxa de alfabetização de maiores de 15 anos, vem crescendo ao longo das décadas nesses países, mas não abrange 100% da população em nenhum deles. Mas a educação de qualidade, não é problema apenas nesses países e para melhorar a educação no mundo, foi organizado em 2000 um Fórum Mundial de Educação em Dakar, no Senegal, que reuniu governos de 164 países, para adotarem o marco da ação de Dakar intitulado Educação para Todos (EPT).
A ação possui seis objetivas e teve metas lançadas até 2015, contando com 12 estratégias. O Relatório de Monitoramento Global de EPT, monitorou anualmente o progresso dos objetivos da ação. O Relatório faz um balanço desde 2000, até 2015 para analisar se o mundo alcançou os objetivos da EPT e se as partes envolvidas cumpriram seus compromissos para expandir e melhorar a educação básica, principalmente para crianças mais vulneráveis e de situação desfavorável.
Um dos objetivos é para garantir que todas as crianças, principalmente meninas, em circunstâncias difíceis e pertencentes a minorias étnicas, tenham acesso a uma educação primária completa, gratuita, obrigatória e de boa qualidade. De acordo com os dados do relatório, as taxas líquidas de matrícula melhoraram significativamente, com o aumento de pelo menos 20% entre 1999 e 2012 em 17 países, sendo que 11 na África Subsaariana. Apesar do avanço, o abandono escolar ainda é preocupante em 32 países, a maioria na África Subsaariana.

Outro objetivo é garantir qualidade da educação e excelência nos resultados de aprendizagem mensuráveis para todos, principalmente em alfabetização, conhecimentos básicos em matemática e habilidades essenciais. Os dados levantados das crianças que tiveram acesso à escola pela primeira vez, até 2015, foi de 34 milhões, em comparação com o que teria acontecido se não existisse o EPT. O relatório avaliou o nível de aprendizagem através de avaliações nacionais, onde registraram que a África Subsaariana entre 1990 a 1999, e de 2000 a 2006, estagnou na porcentagem de 35% e em 2007 a 2013 a marca subiu para 50%.
Mesmo com o crescimento, as taxas de participação na educação africana ainda são baixas, devido a falta de fatores básicos de infraestrutura, higiene e recursos financeiros. O que afeta a oportunidade de educação igual a todas as crianças em todo o país africano, é o sistema educacional adotados por eles. O Norte da África, por ser menos desenvolvido, apresenta maior taxa de analfabetos do que o Sul da África, como por exemplo na África do Sul, que recebe das despesas totais do governo um investimento de 20% destinados apenas para a melhoria na educação.

Para saber mais sobre nosso trabalho, acesse nossa home

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *